Pensamentos soltos de quem quer cantar a alegria, poetizar a tristeza e extravasar a angústia
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Semáforo
Os motores calaram seu estresse
Surpreendidos pelo rastro de sol
Que, desafiando a pesada nuvem negra
Pintava de ouro as folhas secas que caíam das árvores
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Sinfonia
São as gotas de chuva que se apressam ao chão
...
Vento, trovão, tempestade: eis a sinfonia
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Caderno
domingo, 3 de outubro de 2010
Saudade
Na ausência do vento, que eventualmente passa e toca frio a pele
No horizonte verde quase-marrom de grama seca, deito eu em minhas lembranças,
indefinidas, quase-sufocantes
Nos espaços de concreto, paredes infinitas, e a poeira
Deito estendida no cinza gelado
Um pouco de terra nos dedos
A dúvida, sentada ao café
E o horizonte é cinza, e nele dança a música que vem de longe, suave, e se aproxima
Doçura de um piano ou de um violino
O vento já é gelado, e toca meu rosto de saudade
sábado, 11 de setembro de 2010
E foi
Mas enquanto isso eu escuto Chico, e ele me diz "meu caro amigo me perdoe por favor, se não lhe faço uma visita".
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Carece de ter muita coragem
terça-feira, 7 de setembro de 2010
"Conhece-te a ti mesmo"
É quando o querer parece não ter razão. É um querer quase cego (ou não).
Perder-se no simples querer, por medo de perder-se na aventura daquilo que realmente se quer.
Mas o que quero?
domingo, 5 de setembro de 2010
A gota
Ruim é quando a gota parece o oceano
Um dia ela há de ser apenas gota
E será alívio, e também será triste
terça-feira, 10 de agosto de 2010
A Felicidade (...)
O que incomoda é um desejo de expressão. Muito se sente, se vive. Dessa música que toca sai uma alegria, que entra em mim e, em seguida, quer se expandir. Em palavras e cores e imagens. Imagens que se movem ao som de um belo som. Ou palavras que traduzam (eu tentem traduzir) a alegria (não) guardada – na iminência de sair de mim. Troca a música e vem o embalo de um bolero, que nina o coração. Agora é também sentimento que quer explodir. Quer sair em declarações de amor, em inconseqüências, em poesia. E a voz daquele que canta afaga o coração, dando saudade do que não foi vivido. De um tempo, de uma história. De um Brasil antigo, que só conheço das histórias contadas (por meu pai, por meu livro de história). E é tudo um samba. Alegria e tristeza (melancolia) dentro de uma só – de mim. Mas é tanta felicidade. Mas é mais a iminência dela. Para que ela se complete ela precisa gritar. Porque é preciso saber “cantar” todas as coisas que me assaltam – a alegria do samba, a tristeza do bolero. Cantar também a voz que afaga. [Será que tudo isso é poesia?]. Tudo isso foi pra falar de uma (iminente) felicidade. Ela está tão no limiar da minha angústia, que eu estou perto e longe dela. Parece que estou apenas a um passo dela.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
A cabeça pensa
Daí a mudança no nome do blog. “A cabeça pensa”. O mundo é a matéria-prima. O pensamento e a idéia, os produtos finais. E tudo se perde dentro da cabeça. Várias bobagens, algumas coisas interessantes. Mas convenci-me de que é preciso “falar”. Matar as próprias idéias, calando-se, é matar um pouco a si mesmo. É o que sinto, apenas. E tenho vivido muda, por ter medo de dizer, ou, admito, por não ter o que dizer. Mas a argumentação é um exercício, que a mim eu proponho. E é para não me sentir muda que começo por retomar esse blog.






