Pensamentos soltos de quem quer cantar a alegria, poetizar a tristeza e extravasar a angústia
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Projeto
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Imponderável
O vazio invadiu o meu quarto,
O meu corpo
Sobretudo invadiu o meu coração
Tão imponderável como a penumbra do meu quarto
Como os raios de sol que desafiam as frestas da minha janela
Sou eu que existo assim, lançada ao ar
A respiração não pesa,
Os passos não pesam
Existir é como uma dança leve
Ao som de dedilhados no violão
terça-feira, 7 de junho de 2011
Mulheres livres
"Minha força não é bruta. Não sou freira nem sou puta. Porque nem toda feiticeira é corcunda. Nem toda brasileira é bunda. Meu peito não é de silicone. Sou mais macho que muito homem". (Pagu - Maria Rita) Estou com essa música na cabeça desde que li as notícias sobre a Marcha das Mulheres Livres (como prefiro chamar), que ocorrerá no sábado em Brasília. Interessante a ideia. Pelo direito de ser o que se quer ser! Pelo direito, inclusive, de ser 'careta' ou 'conservadora', sem, com isso, ser taxada de retrógrada. Direito de proclamar uma liberdade sobre o próprio corpo que é diferente, porque repudia a ideia do aborto, por exemplo. O direito de ser livre sem ser egoísta. Direito de acreditar que tudo posso, mas nem tudo me convém, pois não sou uma ilha no mundo – minhas escolhas afetam a vida de outras pessoas, tanto daquelas que já vivem, como daquelas que poderão vir a existir de dentro de mim.