quinta-feira, 30 de junho de 2011

Projeto

Após dias extenuantes de reflexão e leitura em busca de um projeto de pesquisa para a minha monografia de conclusão da pós-graduação, finalmente obtive um problema de pesquisa. Fiquei feliz, empolgada para escrever. Foi nos 45 minutos do segundo tempo. Entretanto, estou aqui digitando o projeto e vejo que estou relativamente perdida na hipótese de no marco teórico. Tarde demais. Daqui a pouco devo entregar o projeto. Entregarei um quase-projeto. É a terceira vez que isso acontece. É o terceiro quase-projeto que entrego. Questiono-me porque tem sido tão complicado para mim formular problemas de pesquisa. As questões rondam pela minha cabeça. Temas relevantes, complexos ou nem tanto. É preciso entregar um projeto. É preciso entregar um monografia. É preciso concluir a pós. Mais que isso, é preciso transformar um trabalho árduo em um trabalho igualmente prazeroso. É preciso ter vontade de escrever a monografia até o fim. São tantas variáveis envolvidas. Preciso combiná-las, descartando algumas, e simplificar esse processo. Na simplificação parece está a fonte da paz. Mais difícil que simplificar um projeto de monografia é simplificar a vida. Para isso parece não ter metodologia ou roteiro. Minha irmã me diz que a Bíblia, quando adequadamente seguida, vale como um roteiro, trazendo a paz e a simplicidade que tanto buscamos. Tenho dificuldades de crer nisso, talvez porque eu sinta a complexidade da vida tão forte pesando sobre mim. Não que eu tenha sérios problemas que tornam a minha vida pesada. Pelo contrário, as confusões são internas, vagueiam entre a minha mente e o meu coração, e se ampliam diante da imponderabilidade da vida.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Imponderável

O vazio invadiu o meu quarto,

O meu corpo

Sobretudo invadiu o meu coração

Tão imponderável como a penumbra do meu quarto

Como os raios de sol que desafiam as frestas da minha janela

Sou eu que existo assim, lançada ao ar

A respiração não pesa,

Os passos não pesam

Existir é como uma dança leve

Ao som de dedilhados no violão

terça-feira, 7 de junho de 2011

Mulheres livres

"Minha força não é bruta. Não sou freira nem sou puta. Porque nem toda feiticeira é corcunda. Nem toda brasileira é bunda. Meu peito não é de silicone. Sou mais macho que muito homem". (Pagu - Maria Rita) Estou com essa música na cabeça desde que li as notícias sobre a Marcha das Mulheres Livres (como prefiro chamar), que ocorrerá no sábado em Brasília. Interessante a ideia. Pelo direito de ser o que se quer ser! Pelo direito, inclusive, de ser 'careta' ou 'conservadora', sem, com isso, ser taxada de retrógrada. Direito de proclamar uma liberdade sobre o próprio corpo que é diferente, porque repudia a ideia do aborto, por exemplo. O direito de ser livre sem ser egoísta. Direito de acreditar que tudo posso, mas nem tudo me convém, pois não sou uma ilha no mundo – minhas escolhas afetam a vida de outras pessoas, tanto daquelas que já vivem, como daquelas que poderão vir a existir de dentro de mim.