sábado, 11 de setembro de 2010

E foi

Vocês conhecem uma coisa chamada "tédio existencial"? Eu gostaria de saber descrever isso. Mas o desânimo é tão profundo, que rouba até mesmo a expressão. Acho que não tem muita relação com tristeza. O "tédio existencial" é a ausência de tristeza e de alegria. É a incapacidade de ser alegra ou triste. É a apatia. A sensação de que o tempo parou. De que não há vento, porque as folhas das árvores não mexem. E a noite é tão escura que parece que apagou toda a luz do mundo.

Mas enquanto isso eu escuto Chico, e ele me diz "meu caro amigo me perdoe por favor, se não lhe faço uma visita".

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Carece de ter muita coragem

Obra literária magnífica, que todos deveriam ler, é Grande Sertão - Veredas, de Guimarães Rosa. Está em tempo de ler novamente, pois percebo que já esqueci muito da história. Mas lembro sempre, nas "encruzilhadas" da vida, de duas frases de Riobaldo: "viver é muito perigoso" e "carece de ter muita coragem". Engraçado como penso muito nessas frases, sempre que determinadas situações ou circunstâncias da vida aparentam não ter solução. Aí me vem certa tristeza e desesperança. Então lembro de engolir o choro, porque "carece de ter muita coragem". E é nesse o instante do dia que sou sertaneja corajosa. Pois viver é muito perigoso, sim. Mas não me avexo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

"Conhece-te a ti mesmo"

Qual a razão de tanto esforço?
É quando o querer parece não ter razão. É um querer quase cego (ou não).
Perder-se no simples querer, por medo de perder-se na aventura daquilo que realmente se quer.
Mas o que quero?

domingo, 5 de setembro de 2010

A gota

De pequenas gotas de água e sal se faz o oceano
Ruim é quando a gota parece o oceano
Um dia ela há de ser apenas gota
E será alívio, e também será triste