Depois de algum tempo sem escrever, resolvi retomar isso aqui. O blog está com título novo. Antes era o “Trocando em Miúdos”, baseado na música do Chico Buarque, de mesmo nome. Comecei com um fotolog.net, com esse mesmo título. Ali postava minhas pieguices, minhas angústias, minhas divagações. Na maioria das vezes era tudo muito intimista. O título vinha, então, a calhar. Algo sonoro e, também, melancólico, como a música do velho Chico. E a inspiração para escrever costumava vir à tona justamente nos momentos melancólicos. Ocorre que, passada a melancolia, eu tinha de lidar com a falta de inspiração e criatividade, roubadas de mim pela euforia. Que coisa, hein?! Só que, graças ao bom Deus, descobri, com o passar do tempo, que existem outras formas de inspiração. Percebi, inclusive, que a inspiração trazida pela tristeza vem como nuvem diante dos olhos, nos impedindo de enxergar o mundo com a lucidez necessária à percepção de suas sutilezas. Mergulhar nas angústias pessoais às vezes é inevitável. Mas torná-las o alimento de nossa inspiração é fechar-se em um universo particular, ignorando tudo o que existe além dali. Quando esse universo se abre, nota-se que há a matéria-prima do mundo, com fontes infinitas de inspiração e reflexão. Tudo é matéria-prima, e a cabeça não pára de pensar.
Daí a mudança no nome do blog. “A cabeça pensa”. O mundo é a matéria-prima. O pensamento e a idéia, os produtos finais. E tudo se perde dentro da cabeça. Várias bobagens, algumas coisas interessantes. Mas convenci-me de que é preciso “falar”. Matar as próprias idéias, calando-se, é matar um pouco a si mesmo. É o que sinto, apenas. E tenho vivido muda, por ter medo de dizer, ou, admito, por não ter o que dizer. Mas a argumentação é um exercício, que a mim eu proponho. E é para não me sentir muda que começo por retomar esse blog.
Daí a mudança no nome do blog. “A cabeça pensa”. O mundo é a matéria-prima. O pensamento e a idéia, os produtos finais. E tudo se perde dentro da cabeça. Várias bobagens, algumas coisas interessantes. Mas convenci-me de que é preciso “falar”. Matar as próprias idéias, calando-se, é matar um pouco a si mesmo. É o que sinto, apenas. E tenho vivido muda, por ter medo de dizer, ou, admito, por não ter o que dizer. Mas a argumentação é um exercício, que a mim eu proponho. E é para não me sentir muda que começo por retomar esse blog.
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